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Saiba como os motores elétricos podem melhorar o comportamento dinâmico das motos

Arquitetura dos motores elétricos possibilita desenvolvimento de ciclísticas impraticáveis com motores a combustão

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A RMK classifica a E2 como uma fusão entre roadster e cruiser. E se as inovações surtirem efeito prático, a moto pode se tornar referência dinâmica no segmento – Divulgação RMK

A evolução propiciada pelos motores elétricos estende-se além da eficiência energética. Abre possibilidades para melhorar o comportamento dinâmico dos veículos. Sobretudo das motos. Isso muito além dos tão conhecidos benefícios como ausência de troca de marchas, torque sempre disponível e sintonia entre giro do acelerador e roda traseira. A eletrificação permite explorar inovações ciclísticas capazes de melhorar o comportamento dinâmico das motos de formas impraticáveis com os motores a combustão interna.

Exemplo é a inovação proposta pela RMK por meio do modelo/protótipo E2. A startup finlandesa abandonou as convenções ao colocar um motor de ímãs permanentes no interior da roda traseira. E no que se refere ao entendimento destes motores, recomendo a leitura deste artigo publicado em GloboEsporte.com.

Por suas características, os motores elétricos de ímãs permanentes possibilitam uma construção com espaço vazio no centro. E a RMK aproveitou-se desta possibilidade para reduzir um dos efeitos que perturbam o desempenho das motos: a aceleração e desaceleração de massas rotacionais.

Aqui, vale rápida explicação: massas não suspensas são todas aquelas não suportadas pelo chassi. Como braço de suspensão, molas, amortecedores, rodas e pneus. E massas rotacionais são todas aquelas que aceleram ou desaceleram conforme a velocidade da moto (ou qualquer outro veículo) se altera: pneus, rodas, disco de freio e coroa. Comparativamente, é aproximadamente 3 vezes mais difícil acelerar ou desacelerar massas rotacionais do que massas não suspensas. Daí a atenção da RMK à questão.

Até então a solução habitual para reduzir os efeitos das massas rotacionais era utilizar peças fabricadas em materiais mais leves. Quanto menor o peso das massas, menor a energia necessária para aumentar ou reduzir a velocidade. O que na prática traduz-se num melhor desempenho da moto.

A solução da RMK elimina boa parte das massas rotacionais. Estrutura da roda, disco de freio e coroa saem de cena. Isso, segundo a startup, sem aumentar a massa não suspensa. Ou seja, em tese, o peso total da E2 seria igual caso fosse equipada com disco de freio, pinça, coroa e uma roda convencional. No caso da E2, o motor desempenha todos essas funções.

A RMK realizou alguns testes na pista de Alastaro, na Finlândia. Porém, sem avaliações feitas pela imprensa ainda não é possível comprovar se a teoria rendeu ganhos práticos significativos.

Todavia, conjecturando, um ponto chama a atenção: a RMK classifica a E2 como a fusão entre cruiser esportiva e roadster futurista. Portanto, conceitualmente, está num segmento mais ambientado a trafegar por estradas em ritmo constante do que propriamente agilidade.

Posto isto, pode residir aí um ponto chave: caso os benefícios comprovem-se, e se toda ciclística restante estiver acertada (estrutura do quadro, geometria, calibração das suspensões) a E2 pode tornar-se referência de em termos de dinâmica para o segmento.

Apenas pode, porque além da RMK outras startups, como Newron e Italian Volt, também propõe conceitos próximos às roadsters que também podem redefinir os parâmetros de agilidade, equilíbrio e performance do segmento.

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