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BYD virtualmente elimina risco de explosões das baterias com tecnologia Blade Battery

Resistente a impactos, perfurações a altas temperaturas, BYD desenvolveu a tecnologia Blade Batterty para colocar novamente a segurança como tema central das baterias

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BYD Han será o primeiro carro elétrico equipado com a tecnologia Battery Blade – Foto: Divulgação BYD

Desde a ascensão dos carros elétricos, um risco assombra potenciais consumidores: a explosão das baterias. Inúmeras matérias atraíram cliques motivados por imagens de veículos em chamas. Alguns, supostamente, de forma espontânea. Acrescente a possibilidade de explosão no caso de colisões, alardeada sobretudo pelos detratores da eletrificação, e o receio aumenta. Embora a possibilidade exista, dada a evolução da forma como as baterias são estruturadas o risco diminui cada vez mais. E recentemente a BYD apresentou uma solução para acrescentar mais segurança às baterias: o Blade Battery. A tecnologia confere ao conjunto resistência a perfurações, choques e exposição a altas temperaturas.

As baterias dos carros elétricos utilizam como elemento principal o lítio. A eficiência do metal na armazenagem de energia reside na facilidade que tem de, digamos, “perder elétrons”. Ao mesmo tempo que facilita a corrente, essa característica potencializa a intensidade no caso de curto-circuito. O que abre espaço explorar explosões deliberadas e gerar vídeos para internet.

Como já citado, os projetos das baterias tornaram-se mais seguros ao longo dos anos. E a BYD deu um passo além ao inovar na forma como as células individuais são arranjadas, num agrupamento em cadeia inserido na estrutura do conjunto. O resultado, além de mais segurança, é a otimização de até 50% do espaço comparado às demais soluções.

No teste prático, uma vez perfurada, a tecnologia Blade Battery não emitiu chamas tampouco fumaça. E a temperatura subiu para uma faixa variando entre 30º e 60º. Comparativamente, sob as circunstâncias iguais, um conjunto de baterias de lítio com blocos divididos em três células queimou-se, explodiu e atingiu 500º. E mesmo um conjunto de baterias composto por lítio-fósforo-ferro, mesmo sem queima, atingiu entre 200° e 400º.

Além da perfuração, o sistema Blade Battery passou por outros testes severos: como ser esmagado, dobrado, colocado num forno a 300º e sobrecarregado em 260%. Em nenhum desses casos aconteceu explosão ou queima.

Segundo a BYD, o foco das baterias nos últimos é autonomia. E o Blade Battery coloca a segurança de novo como o ponto central. Embora desenvolvida pela BYD, a tecnologia será disponibilizada para outros fabricantes. “Hoje, muitas marcas de veículos estão conversando conosco a respeito de parcerias baseadas na tecnologia Blade Battery”, revelou He Long, vice-presidente da BYD.

A estreia da tecnologia Blade Battery nos carros ocorrerá em junho, com o lançamento do BYD Han. O sedã elétrico terá autonomia de 605Km e aceleração de 0 a 100km/h em 3.9 segundos.

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