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Conheça os aspectos que fazem o Lucid Air o sedã de luxo com aerodinâmica mais eficiente

Lucid Motors aplicou soluções desenvolvidas na Fórmula 1 para alcançar coeficiente aerodinâmico 0.21

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Testes com o Lucid Air ocorreram no túnel de vento de Windhear utilizado desde empresas desenvolvendo carros de passeio até equipes de corrida – Foto Divulgação Lucid Motors

A qualidade aerodinâmica de um carro é medida pelo índice Cx. As letras resumem coeficiente aerodinâmico. É a maneira como o ar flui por todo o carro. De modo geral, quanto menor, melhor. Entre os carros elétricos, o Tesla Model S é referência: Cx 0.24. Mas nesta terça-feira (30) a Lucid Motors divulgou o Cx do Lucid Air: 0.21. Segundo a startup, verificado no túnel de vento Windhear, nos EUA. Marca que confere ao modelo o mais baixo índice entre os sedãs de luxo.

A facilidade com a qual o ar percorre um carro implica proporcionalmente em menor consumo energético e mais desempenho. Para desenvolver linhas, aberturas e apêndices aerodinamicamente eficientes são necessários longos períodos de simulações computadorizadas, testes em túnel de vento e bastante engenhosidade.

No caso da Lucid Motors, engenhosidade em boa medida vinda da Fórmula 1. O aerodinamicista chefe, Jean Charles Monnet, com títulos na equipe Red Bull, descreve assim o processo utilizado no Lucid Air: “Aplicamos lições aprendidas nas máquinas de corridas de maior desempenho integralmente no processo de design do Lucid Air. Não se trata apenas que alcançar o coeficiente mais baixo. Também é essencial controlar o fluxo de ar em todos os aspectos para uma boa performance”.

Compreender as palavras de Monnet no Lucid Air exige atenção aos detalhes. E entender as turbulências como inimigas da aerodinâmica. Razão pela qual foram criadas aberturas nas laterais inferiores do para-choque dianteiro do carro: eliminar turbulências nas proximidades das caixas de rodas. Mesmo motivo do visual mais “fechado” das rodas. Já ao observar o capô, notam-se canais, criados para conduzir ar o mais harmoniosamente possível pelas laterais do carro.

A aerodinâmica é uma ciência do todo. Consequentemente, parte das soluções reside distante dos olhares do observador comum. No caso do Lucid Air, a parte inferior plana é bom exemplo. Evita pontos de atrito com o ar e prováveis turbulências. Ainda desempenha outro papel: difusor. A seção traseira curva-se para cima. O que acelera o ar, diminuindo a pressão. Assim o fluxo sobre o carro o empurra. Aumentando a aderência à pista. É o princípio do efeito solo. Aproveitado por diversas categorias do automobilismo. Porém, com detalhe inteligente. Parte da curvatura é obtida com o desenho da própria bateria. De acordo com a Lucid Motors, cristaliza o conceito da bateria como componente multifuncional.

Outra solução escondida é a seção posterior das aberturas frontais do para-choque dianteiro. Atrás há um gerador de vórtice para melhorar o arrefecimento do carro ao distribuir ar uniformemente às partes destinadas à troca de calor. Isso permite aberturas menores, favoráveis ao fluxo de ar ao redor do carro.

Para completar, o próprio conceito de design do Lucid Air contribui para o baixo Cx. O chamado Space Concept cria linhas com baixa área frontal. E área frontal reduzida combinada à fluidez do ar pelo carro resulta em eficiência aerodinâmica. “Quando estrearmos a versão de produção do Lucid Air, em setembro, o mundo verá um design bonito que estabelecerá uma nova referência para os veículos elétricos, e um marco para os carros em geral”, afirmou Peter Rawlinson, CEO e CTO da Lucid Motors.

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