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Entenda a transformação da Kia para sintonizar seu modelo de negócio à futura indústria automotiva

Veículos elétricos, contratados por assinatura e com a montadora presente na área de recargas, diretrizes do Plano S, elaborado pela Kia para liderar a indústria automotiva

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Até 2027, a Kia pretende lançar 7 modelos elétricos, de diferentes segmentos, o primeiro com apresentação em 2021 - Foto Divulgação Kia Motors

Plano S. Nome da estratégia Kia (e do Grupo Hyundai) para transformar a empresa face os novos paradigmas da indústria automotiva. Detalhado com mais profundidade nesta quarta-feira (16), durante evento realizado na fábrica Hwasung, na Coreia do Sul. Além do anúncio do lançamento de sete veículos elétricos (BEV) até 2027, o CEO da Kia, Hu Sung Song, expôs uma série de metas para áreas como vendas, infraestrutura e novos negócios. A profunda reformulação como marca e empresa tem como objetivo liderar o futuro mercado de elétricos.

A estratégia já em andamento tem metas ambiciosas: lançar 11 modelos elétricos até 2025; e no mesmo período, os elétricos deverão responder por 20% das vendas totais em mercados como Coreia do Sul, América do Norte e Europa. E até 2029, a empresa estima as vendas de elétricos como 25% do total global.

Sete novos modelos elétricos até 2027

Até 2027, a Kia planeja lançar sete carros elétricos (BEV), em diferentes segmentos. O primeiro, cujo o codinome é CV, será apresentado em 2021. Trata-se de um produto global, e a empresa destaca que além de predicados como autonomia e rapidez de recarga, apresentará nova linguagem visual.

A Kia não detalhou aspectos técnicos dos modelos, apenas informou que a plataforma E-GMP será amplamente aproveitada. Que permitirá o desenvolvimento diverso de veículos, capazes de atender as necessidades de deslocamentos urbanos e trechos de longas distâncias. E ainda explorar as possibilidades proporcionadas pela arquitetura elétrica para entregar aos clientes amplo espaço e performance.

“Desde a introdução do primeiro veículo produzido em massa, o Ray em 2011, a Kia vendeu mais de 100 mil veículos elétricos globalmente. Desde então, introduzimos outros veículos elétricos para o mercado mundial, e anunciamos planos para acelerar este processo nos próximos anos. Ao focar nosso negócio na eletrificação, projetamos os elétricos como 25% das nossas vendas totais em 2029”, analisa Hu Sung Song, CEO da Kia.

Investimento em recargas

É claro para as montadoras: aquisição de veículos elétricos, para além dos clientes de vanguarda, depende da disponibilidade de pontos para recarga. Assim, a Kia decidiu entrar na área em âmbito global. O objetivo é facilitar ao máximo o acesso dos clientes a pontos de recarga.

A estratégia para cumprir o objetivo é diversa. Envolve ampliação dos pontos em revendas, instalação em locais públicos e parcerias. Na Coreia do Sul, a meta são 1.500 pontos em revendedores e postos de serviço até 2030. E somado à expansão da rede nos locais privados, o Grupo Hyundai planeja até 2021 a instalação de 120 pontos de recarga rápida em vias públicas por toda a Coreia do Sul.

Na Europa, a Kia está implementando 2.400 pontos de recarga junto à rede de revendedores. E na América do Norte, 500 pontos estão em implementação nos mesmos moldes. Para completar, a Kia formará parcerias estratégicas para garantir acesso aos clientes a rede de recargas de terceiros. Em setembro, realizou investimentos na Ionity, empresa europeia de recargas. E planeja iniciativas semelhantes em mercados como China e Estados Unidos.

Agilidade e novos negócios

A Kia divulgou a intenção de entrada em novos ramos de negócio, como eletrificação de frotas para transporte público, implantação de aluguel e reciclagem de baterias, e mobilidade por assinatura.

Análise Zev.News

Muito além da divulgação de uma nova linha de carros elétricos, o Plano S trata principalmente de reposicionamento de marca, e reestruturação da empresa como negócio. Entre as grandes montadoras, a Kia (Grupo Hyundai), figura entre as que primeiro abraçaram a transformação da indústria automotiva.

Iniciativas como apoio a concursos de startups, investimentos em fundos, parcerias e a própria criação da Purple M atestam o salto de fé. Somado ao desenvolvimento de tecnologias e novos modelos de negócios resultantes das parcerias, a Kia entende agilidade para entregar novos produtos e serviços como primordial. E o movimento de incorporar a cultura ágil das startups torna-se vantagem competitiva.

O futuro dos negócios da indústria automotiva em termos de geração de receita é diverso, excede a venda de veículos. A aquisição da mobilidade como serviço, nas mais diversas formas, mostra-se um dos pilares dos futuros negócios. E a Kia está disposta a abandonar antigos padrões para se reinventar como empresa de mobilidade.

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