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Plataforma elétrica REE inicia fusão com SPAC 10X Capital para listagem na Nasdaq

Transação injetará US$ 500 milhões na startup israelense e elevará valor patrimonial para aproximadamente US$ 3.1 bilhões

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Com poucas adaptações, a mesma engenharia de plataforma pode atender projetos de veículos comerciais leves e médios - Foto: Divulgação REE

A israelense REE comunicou nesta quarta-feira (4) o início da fusão com a SPAC 10 X Capital com objetivo de tornar-se listada na Nasdaq. A transação prevista para conclusão na primeira metade deste ano injetará aproximadamente US$ 500 milhões brutos na startup de mobilidade elétrica. Capital utilizado para acelerar a produção das plataformas elétricas destinadas a veículos comerciais, programadas para chegar ao mercado em 2023.

Como REE inova?

Fundada em 2011, REE desenvolve plataformas elétricas de arquitetura modular. A mesma engenharia com pouca adaptações pode sustentar projetos de veículos comerciais leves a médios. A principal vantagem da solução comparada às equivalentes reside no REEcorner. Trata-se de conjunto instalado à plataforma agrupando suspensão, motor elétrico, direção e freio. Os três últimos acionados por fios.

A plataforma totalmente plana possibilita maiores volumes de carga sem aumentar as dimensões do veículo. Ademais, a modularidade do REEcorner facilita manutenções e reduz o custo total de propriedade.

Quais oportunidades REE aproveita?

Diferentemente de outras startups de mobilidade elétrica, em vez concorrer, REE mira as empresas automobilísticas como clientes. A missão é reduzir tempo e custos destas para entrada no segmento comercial elétrico. A proposta convenceu gigantes e resultou em parcerias com Mahindra & Mahindra e Ichope Maxion. Validações da proposta que associadas às expectativas de crescimento para segmento comercial elétrico contribuíram para a fusão com SPAC 10 X Capital:

“REE atende mercado enorme, e a habilidade em fornecer tecnologia para veículos elétricos à enorme gama de segmentos é muito atraente. Daniel montou equipe de engenheiros e designers de primeira classe, e oferece algo único no setor de veículos elétricos. Estamos empolgados com o alinhamento de parceiros estratégicos e investidores que REE atraiu. E com encomendas e memorando de entendimentos com empresas automotivas globais, acreditamos que REE está no caminho para se estabelecer como líder da indústria”, avaliou Hans Thomas, Presidente e CEO da 10X Capital.

O Daniel citado por Hans Thomas é Daniel Barel, cofundador e CEO da REE. Que destaca a startup como posicionada para “ocupar papel central na aceleração da eletrificação de veículos com propósito específico, em múltiplos setores, como entregas, mobilidade como serviço, comércio eletrônico e novas empresas de mobilidade”.

Perspectivas para REE

A fusão está prevista para conclusão na primeira metade de 2021. E o valor patrimonial estimado da empresa resultante é US$ 3.1 bilhões. Cujas as ações serão negociadas na Nasdaq sob o símbolo (ticker) REE. E chama a atenção a participação de Mahindra & Mahindra e Magna International entre as empresas que investiram capital para viabilizar a transação.

REE adota modelo de fabricação com baixo investimento, que associado aos parceiros com linhas em 30 países, possibilitará, segundo projeções da startup, tornar-se lucrativa em 2024.

Hoje, REE afirma possuir carteira com interessados em 250 mil plataformas. Número que representa 27% do faturamento acumulado projetado para 2026: US$ 19.1 bilhões. E o mercado que REE se propõe atender – veículos comerciais leves e médios tem valor de US$ 700 bilhões segundo a startup.

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