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REE e Magna firmam acordo visando projetar veículos elétricos para empresas de tecnologia e mobilidade

Objetivo é prospectar, desenvolver e fornecer veículos elétricos a clientes surgidos da transformação em curso na indústria da automotiva

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Além da flexibilidade de dimensões da plataforma REE, a superfície retilínea confere liberdade e reduz o tempo de projeto de novos veículos – Foto: Divulgação REE

Explorar integração de tecnologias para atender novas oportunidades num mercado automobilístico em transformação. Finalidade do acordo para colaboração estratégica entre a startup de mobilidade elétrica REE e a fabricante de componentes automotivos Magna. O objeto da colaboração: veículos elétricos modulares. Ou na sigla em inglês, MEV.

Modularidade é o cerne da proposta de valor de REE. Fundada em 2011, a startup israelense desenvolve plataformas elétricas motrizes totalmente planas e modulares. Por modulares, entenda-se flexibilidade na engenharia para adaptar-se agilmente a projetos de veículos destinados a diferentes propósitos. Por exemplo, alongar ou encurtar entre-eixos, alterar largura, quantidade de motores e conjuntos de baterias. Viabilizando carros, vans e veículos comerciais a partir da mesma base.

A chave para tamanha flexibilidade é o REECorner. Trata-se de conjunto composto por motor elétrico, suspensão, direção e freio. Compacto, o conjunto modular localiza-se na área da caixa de rodas. E o REECorner será justamente o ponto de partida para a colaboração. O plano do acordo é combinar tecnologia REE à capacidade de fabricação e integração de componentes da Magna, para entregar novos produtos a novos perfis de clientes.

Novos clientes e modelo de negócios

Colaborar com fabricantes estabelecidos é parte do modelo de negócios REE. Em vez de mirar nos consumidores finais, REE visa como clientes empresas buscando soluções eletrificadas para mobilidade. Tem como estratégia fabricar veículos utilizando plantas de parceiras, num modelo enxuto com investimento (relativamente) baixo em capital de produção. A startup conta no rol de parceiros com empresas como Mahindra e Ichope-Maxion.

Embora o anúncio do acordo tenha tornado-se público esta semana, o relacionamento entre as duas empresas começou antes. Magna foi uma das investidoras para viabilizar em fevereiro o início da fusão entre REE e a SPAC 10X Capital Venture.

No acordo recém-anunciado, chama a atenção o enfoque técnico para desenvolver soluções mirando perfis de clientes há poucos anos inexistentes no espectro automotivo: empresas de tecnologia e entrantes centradas em negócios com mobilidade elétrica.

“Estamos empolgados em firmar o acordo de colaboração com Magna, que deverá nos ajudar a ampliar a gama de veículos elétricos. Percebemos como crescente a demanda por veículos elétricos altamente modulares por empresas da área de tecnologia e novos atores na mobilidade elétrica, que miram entrar no reino dos veículos elétricos e construir uma marca na indústria automotiva. REE e Magna trabalhando juntas sob o “Powered by REE” podem ajudar a trazer a visão deles à vida”, analisou Daniel Barel, cofundador e CEO da REE.

As palavras de Barel antecipam uma visão futura da indústria automotiva: veículos elétricos com características cada vez mais similares a dispositivos eletrônicos. No léxico do mercado, “veículos elétricos inteligentes”, aqueles capazes de interagir sem fricções com os motoristas, aprenderem preferências, serem atualizados via internet, e possuírem em alguma medida direção autônoma.

Ultimamente empresas de tecnologia planejando entrarem na mobilidade elétrica rapidamente ganham manchetes. Quase na mesma velocidade em que são negadas. Porém, decisões como as parcerias entre Foxconn e Byton, Foxconn e Fisker e Foxconn e Geely, solidificam a mudança na indústria apontada por Barel. Também cristalizada em casos como o veículo DiDi projetado em parceria com BYD, especificamente para ride hailing.

Estes são exemplos dos novos perfis de clientes (empresas) que a parceria REE & Magna almeja prospectar e converter. Parceria que ainda inclui mais um ramo de negócio: assinatura (MaaS) de veículos comerciais elétricos leves. Outro segmento com previsão de crescimento acentuado, impulsionado pelas entregas urbanas dado o crescimento das vendas online.

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