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Avaliada em US$ 24 bilhões, investidores não votam pela abertura de capital da Lucid Motors

Número de votantes não atingiu mínimo necessário, o que levou CEO da startup, Peter Rawlinson, a convocar investidores para votarem urgentemente

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O plano é entregar as primeiras unidade do sedã Lucid Air nos Estados Unidos na segunda metade deste ano, e chegar a marca de 20 mil unidades vendidas em 2022

Entre as startups de carros elétricos, Lucid Motors figura entre as com maiores chances de entregar o prometido. Desenvolveu um modelo bastante tecnológico (Lucid Air), foi a primeira startup nos Estados Unidos a construir uma fábrica especificamente para carros elétricos do zero, e, teoricamente, conseguiu aproximadamente U$$ 4.4 bilhões em capital para colocar no caixa.

Teoricamente. Pois a batida de martelo da transação estimada US$ 11.75 bilhões (U$$ 4.4 bilhões destinados às operações) da startup avaliada em US$ 24 bilhões, não ocorreu. Razão: ironicamente, os próprios investidores. É o que o Financial Times publicou nesta quinta-feira.

Aqui, cabe explicar a ironia. O capital para deslanchar as operações da Lucid Motors será obtido pela fusão com a SPAC Churchill Capital Corp IV.

Como já explicamos em Zev.News, SPACs são montantes de dinheiro listados nas bolsas com único objetivo de comprar empresas com enorme potencial de crescimento – leia-se startups. Embora tecnicamente sejam empresas, SPACs não possuem operações reais. Por isso, também são conhecidas como empresas cheque em branco. Afinal, bancam um negócio arriscado, que pode vir a dar certo.

Também já explicamos que é necessário aprovação dos investidores para consumar a fusão. Aparentemente, a ampla maioria parece favorável. Houve demanda pelas ações da Churchill Capital Corp IV logo após rumores da fusão. E os papéis da SPAC mais do que dobraram preço desde então.

Mas, o que aconteceu?

Não houve a quantidade mínima de votantes para aprovar a transação. E entre os que votaram, segundo o Financial Times, 97% aprovaram a fusão.

A situação inusitada levou o CEO da Lucid Motor, Peter Rawlinson, a empreender uma campanha convocando os investidores a votarem urgentemente.

Segundo o Financial Times, uma das possíveis razões para a baixa adesão pode ter sido a dispersão das ações. Com a ascensão de aplicativos como Robinhood, uma legião de pequenos investidores entrou nas bolsas americanas. Dificultando assim a comunicação.

Os apelos de Rawlinson envolveram até avisos para os investidores checarem suas caixas de spam.

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