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Entrevista Valentin Guyonnet, CEO FIM E-Xplorer: “Pilotos devem ser rápidos nas curvas, ágeis nas seções técnicas e sangue frio nos saltos”

Categoria de motos elétricas está programada para estrear em 2022 com etapas em 5 países e diversidade de pistas para explorar habilidades dos pilotos

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Originário do trial, Valentin Guyonnet encara as motos elétricas como forma para inovar o esporte sobre duas rodas – Foto: FIM E-Xplorer

A indústria da mobilidade está em completa reformulação. Assim como os condutores. Porém, algo permanece: o esporte a motor como forma de atrair, cativar e transmitir certa imagem às pessoas.

Imagem hoje diferente. Em vez de potencial vilão poluidor, o esporte a motor elétrico torna-se embaixador da questão climática ao se integrar com impacto mínimo aos mais variados ambientes.

O conceito resume a proposta da FIM E-Xplorer. Programada para estrear em 2022, a categoria promete unir pilotagem plástica a cenários visualmente deslumbrantes por 5 etapas, em diferentes países. A organização afirma que 10 equipes competirão, cada com 2 pilotos – 1 homem e 1 mulher.

A proposta é ambiciosa, e atraiu até Alessandro Agag à empreitada. Para saber mais sobre a FIM E-Xplorer, e quão distante está da realidade, Zev.News conversou com o CEO da categoria, Valentin Guyonnet.

Zev.News - Valentin, você foi piloto de trial. E até organizou competições inovadoras, como o Woodstrokes. A partir deste retrospecto, como você chegou ao motociclismo elétrico?

Valentin Guyonnet - Minhas paixões sempre foram motocicletas e inovação. Não apenas tecnológica, mas também estimular o lado entretenimento e de negócios para o próximo nível. E o motociclismo elétrico é uma ferramenta incrível para alcançar isso.

Zev.News - Desde o anúncio da FIM E-Xplorer muitos ficaram curiosos quanto às pistas. Como serão os percursos?

Guyonnet - As locações das pistas serão parte chave do nosso conceito global. O objetivo é destacar a beleza das montanhas, cidades, desertos e costas. Todas as pistas serão diferentes. Podem estar nos centros das cidades, saltando de um telhado para escadas, ou nos alpes, num salto natural em descida de um penhasco. O objetivo é utilizar os obstáculos da localidade que não tenham impacto na locação.

Zev.News - Por conta de suas características, as motos elétricas possibilitam convidar pilotos com diferentes experiências – motocross, enduro, downhill. Assim, quais habilidades farão parte da FIM E-Xplorer?

Guyonnet - Sim, essa é nossa intenção. Os pilotos devem ser ultraversáteis, rápidos nas curvas, ágeis como um piloto de trial nas seções técnicas, e ter sangue frio nos saltos.

Zev.News - E quanto às motos? Desde sejam off-road elétricas pensando menos de 130 kg, estão liberadas. Quais modelos estão homologados?

Guyonnet – Abriremos nesta semana uma chamada para fabricantes de motos que demonstrarem interesse. Em colaboração com a FIM, selecionaremos no máximo 10 fabricantes por categoria para competir no campeonato 2022.

Zev.News - Conforme o próprio nome da categoria destaca, o FIM E-Xplorer é sancionado pela Federação Internacional de Motociclismo? Como surgiu relação e qual o papel da entidade no campeonato?

Guyonnet – A FIM possui papel bastante estratégico no aspecto esportivo. Também trabalharemos com a FIM para moldar a mobilidade do amanhã. Pontos como homologação, sistemas de recargas, segurança nas vias. E em como incentivar meninos e meninas a começarem a pilotar motos. Apresentamos a proposta de parceria para a FIM, e ficaram bastante felizes em apoiar a iniciativa.

Zev.News - Para fechar: até agora, o que FIM E-Xplorer tem definido?

Guyonnet – Temos os pilotos, locações das corridas, fabricantes de motocicletas. E mais notícias chegarão em breve (risos).

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