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Seth Stevens vence estreia do motocross elétrico idealizado pela startup Cake

Com pretensões de futuro campeonato internacional, Cake World realizado na Suécia colocou em prática o conceito One Race Design

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Versado no mountain bike, o americano Seth Stevens transpôs as habilidades da modalidade de origem para o conceito One Race Design e conquistou a vitória – Foto: Divulgação Cake

O americano Seth Stevens venceu a primeira edição do Cake World. O motocross reinventado organizado pela startup sueca de motos elétricas Cake ocorreu entre 19 e 21 de agosto, no complexo Gotland, Suécia. O suecos Robert Kvarnstrom e Mathias Carlsson terminaram, respectivamente, na 2ª e 3ª posições.

O resultado reflete parte da ideia do Cake World: colocar na pista pilotos com diferentes retrospectos. Stevens é piloto de mountain bike downhill, Kvarnstrom e Carlsson de enduro, já o 4º colocado, o francês Sylvain Bidart, de supermoto.

A variedade de pilotos é viável graças às características da moto utilizada, a Cake Kalk: leve (75 kg), ágil e com forte aceleração (42 Nm de torque no motor e 280 Nm da roda). No projeto do modelo, Cake abandonou convenções ciclísticas das motos a combustão, e as repensou a partir da propulsão elétrica. A Kalk pode ser resumida como estruturalmente semelhante a uma bicicleta para downhill, mas com aceleração de uma motocross 250.

Para abrigar a inovação ciclística, Cake elaborou o chamado Cake One Race Design. O conceito funde traçado curto – no caso da prova 365 metros de extensão, obstáculos de motocross e o ritmo BMX. Propícios para explorar os predicados da Kalk.

Na dinâmica das baterias, o Cake World inspirou-se nos esportes de neve. Adotou o formato 4Cross, seguindo o método Robin Round: 4 pilotos por bateria, chaveadas de modo a todos os 16 pilotos correrem contra todos até a semifinal. Fase composta pelos 8 melhores, definidos pela soma dos pontos: 1º - 4 pontos, 2º - 3 pontos e assim sucessivamente.

Adicionalmente, o Cake One Race Design propõe-se resolver uma questão do motocross: o declínio de pistas por conta do barulho, poluição e impactos ambientais. E a consequente redução de locais para provas. A ausência de emissões, ruídos, e os traçados compactos, ampliam a disponibilidade de locais para construção (e remoção) das pistas.

“Estamos mostrando que é possível aproveitar o motociclismo sem poluir nem perturbar a comunidade local. Tristemente, 70% das corridas foram banidas nos últimos 15 anos, sobretudo por conta disso. Nosso objetivo é abrir caminho para um novo tipo de corrida”, explica Stefan Ytterborn, fundador e CEO da Cake.

Originalmente o plano de Cake era estabelecer já este ano um campeonato com etapas em diferentes países. Entretanto, em razão da pandemia, a série foi reduzida ao evento único. A intenção agora é retomar a iniciativa em 2022. E aproveitar a ausência de ruído e poluição para inserir as corridas nos centros urbanos - no estilo Formula E. Como o Elektra Future fez em Saint-Tropez.

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