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Entenda por que início da fabricação do Lucid Air é marco para as startups de carros elétricos

Startups se notabilizaram por aberturas de capital bilionárias antes de fabricarem os primeiros carros, o que ascendeu sinal de alerta

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Construída especificamente para a fabricação de carros elétricos, além do Lucid Air, a planta batizada AMP-1 também produzirá o SUV Gravity, programado para 2023 – Foto: Divulgação Lucid Motors

Lucid Motors iniciou em 28 de setembro a fabricação do sedã Lucid Air. Modelo produzido na planta da startup americana na cidade de Casa Grande, Arizona. A previsão é que as primeiras unidades da versão de estreia Dream Edition sejam entregues aos clientes até o fim de outubro.

O início da fabricação é marco para a Lucid Motors. E, de certo modo, para outras startups de carros elétricos que se capitalizaram de modo semelhante: abrindo capital via fusões bilionárias com SPACs, antes mesmo dos primeiros veículos deixarem a linha de montagem. E em alguns casos, antes destas linhas sequer estarem definidas. Exceção é Polestar, que iniciou a fusão após veículos nas ruas.

Bilhões nas bolsas antes do primeiro carro

As montanhas de capital injetado, somados aos (previstos) prejuízos colossais, e à falta de produtos utilizados pelos clientes ascenderam alerta nos analistas. Historicamente, estes ingredientes combinados levaram a desfechos indesejados em outros mercados – vide a emblemática bolha da internet. E a apreensão ganhou contornos acentuados pelos problemas identificados em Nikola e Lordstown.

Argumento para contrapor tais receios é que carros elétricos são bem diferentes de produtos puramente digitais. A lógica de desenvolvimento demanda protótipos (físicos), testes, plantas para fabricação, cadeias de fornecedores e redes para distribuição e assistência. Ou seja, desde o arranque inicial, o custo é exorbitante. O que justificaria antecipadamente tanto capital.

Tamanho risco tomado por investidores explica-se na oportunidade aberta pela transformação da indústria automobilística. Na qual acredita-se que novos protagonistas surgirão – vide Tesla. E resulta no valor de mercado bilionário das startups de carros elétricos. No qual Lucid Motors entrou para a história na maior fusão entre uma SPAC e uma startup de carro elétricos. E por manter-se ainda no topo cotada em aproximadamente US$ 41 bilhões na Nasdaq.

Embora o sucesso de Lucid Motors como empreendimento esteja bastante distante da realidade, acumule enorme prejuízo (US$ 1.48 bilhão líquido até 30 de junho de 2021) e dependa de diversas variáveis, fato é que os primeiros Lucid Air deixarem a linha de montagem confere alguma consistência ao temido modelo “bilhões antes e produto depois”. E pitada extra de confiança às adeptas do formato, como Fisker, Canoo e Faraday Futurereavivada pela abertura de capital.

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