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Faraday Future iniciará produção do crossover elétrico FF 91 em julho de 2022

Após diversos adiamentos, plano é iniciar fabricação dos primeiros modelos no limite do prazo estipulado após bilionária abertura de capital na Nasdaq

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Fábrica da Faraday Future em HanFord terá capacidade para produzir 10 mil veículos por ano – Foto: Divulgação Faraday Future

A Faraday Future anunciou a data alvo para início da produção do protelado FF 91: julho de 2022. Exatos doze meses após a abertura de capital na Nasdaq. Transação que viabilizou financeiramente a revitalização da abalada startup e definiu em 1 ano o prazo para início da fabricação.

Embora a data tenha sido divulgada, o volume inicial de produção não foi informado. Apenas que o número de carros será, nos termos da startup, "modesto".

Segundo Faraday Future, o pequeno volume inicial está associado à estratégia como negócio: a startup de carros elétricos destaca o posicionamento premium. Valores altos e menores vendas. O preço dos primeiros FF 91 previstos para 2022 é US$ 180 mil.

A startup equipara o crossover puramente elétrico FF 91 ao Bentley Bentayga e Lamborghini Urus – ambos com motores a combustão. E o posicionamento luxuoso reflete-se nos processos adotados na fábrica da Faraday Future, localizada na cidade de Hanford, Califórnia: a automatização divide espaço com a montagem manual dos veículos por trabalhadores altamente especializados.

"Nossa fábrica em Hanford fez avanços importantes nos últimos meses. Hoje, anunciamos o quão longe chegamos num período curto de tempo. E anunciamos aceleração agressiva para completar a fábrica nos próximos meses", explicou Matt Tall, vice-presidente de fabricação da Faraday Future.

Cabe contextualizar as palavras de Tall: desde a fundação em 2014, Faraday Future enfrentou diversos problemas culminando na paralisação das atividades da startup até reativação pelo capital de investidores. Entre os problemas, a fábrica.

A fábrica em Hanford é uma antiga planta da Pirelli. O que demandou reestruturação completa para produzir o FF 91. E os problemas financeiros na ordem dos bilhões interromperam a conversão.

Todavia, a abertura de capital injetou milhões no caixa da Faraday Future. E definiu o cronograma para conclusão da fábrica e início da produção: 12 meses uma vez finalizada a abertura de capital.

Aliada ao posicionamento premium está o enfoque tecnológico da Faraday Future. A startup define-se como “ecossistema de mobilidade inteligente compartilhada”. E ressalta os numerosos atributos de inteligência veicular presentes no FF 91.

O que de certo modo contrasta com a metologia de produção adotada. E justifica a seguinte incerteza, sobretudo após o histórico problemático da Faraday Future: mais do que discurso de posicionamento autêntico de exclusividade, o meio de produção seria em boa medida a solução encontrada para viabilizar a fabricação do FF 91.

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