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“Muito pequena. E muito lenta”, visão do CEO da Polestar sobre ações para fim das emissões

Crítica de Thomas Ingenlath ocorre após anúncio na COP26 do comprometimento de algumas montadoras para acabarem com motores a combustão até 2040

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Para Ingenlath, é preciso acelerar eletrificação, e sustentabilidade do carro deve compreender da produção à reciclagem – Foto: Divulgação Polestar

Muito pequena. E muito lenta. Assim Thomas Ingenlath, CEO da Polestar, percebe a transição das montadoras tradicionais para a propulsão elétrica. Declaração feita durante a COP26, em realização na cidade de Glasgow, Escócia.

Nesta quarta-feira (10) foi lançada na COP26 a Glasgow Declaration on Zero Emission Cars and Vans. Basicamente, trata-se do comprometimento de grupo de cidades (incluindo São Paulo), países e empresas (como Volvo, GM, Ford, BYD, Jaguar e Tata) para acabar com os motores a combustão entre 2035 e 2040 – Volkswagen, Toyota e Stellantis não integram o compromisso. Prazo e posturas criticados por Ingenlath:

“Montadoras ainda comentam sobre a venda de carros a gasolina e diesel até 2040. Considerando a vida útil de um carro, ainda estarão circulando e poluindo na metade deste século. Estão postergando uma das soluções mais poderosas para a proteção climática”, declarou o CEO da Polestar.

Ingenlath garante entender os desafios e custos impostos às montadoras tradicionais para a transição à propulsão elétrica. Mas critica a decisão das empresas ainda desenvolverem motores a combustão. E demanda urgência: “Não é hora para mudanças incrementais, mas radicais”, crava Ingenlath.

Além do fim da venda de veículos emissores de gases poluentes, Ingenlath alerta que é necessário atenção à sustentabilidade ambiental em todo o ciclo dos veículos, da cadeia de fornecedores à reciclagem ao fim da vida útil.

“Um carro elétrico é um bom começo, e um caminho para a mobilidade verdadeiramente neutra. Mas limpo significa limpo do começo ao fim. A Polestar não é perfeita, mas estamos trabalhando para nos tornar melhor”, explica Ingenlath.

No quesito sustentabilidade Polestar definiu meta ousada: criar até 2030 um carro neutro em todo o ciclo no que se refere às emissões de carbono.

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