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Sebastien Tortelli e Josh Hill descrevem como é pilotar a moto cross elétrica Stark Varg

Rapidez na entrega de potência, agilidade nas trocas de direções e novas referências para pilotagem são alguns dos destaques

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Sebastian Tortelli e Josh Hill, ícones do motocross, estão entre os primeiros a pilotar a moto cross elétrica Stark Future Varg – Foto: Divulgação Stark Future

A Stark Future atingiu como um raio a indústria das motos fora de estrada. A Varg é uma moto elétrica com 80 cavalos, aproximadamente 30% mais potente comparado às paralelas a combustão (450cc), e torque colossal de 938 Nm na roda. Os 110 kg de peso combinados à tamanha potência geram uma relação peso/potência sem paralelos no segmento.

Além dos números generosos, dinamicamente, a Varg promete avanço expressivo na experiência de pilotagem. Há as vantagens bem conhecidas da propulsão elétrica, como entrega linear de potência, torque sempre disponível, relação direta entre punho do acelerador e roda traseira, e, claro, ausência de troca de marchas.

Porém, no caso da Varg há mais: a Stark Future repensou a ciclística da moto a partir da propulsão elétrica. Uma coisa é eletrificar um projeto já existente – carro, moto ou caminhão – concebido com motor a combustão como elemento central. Outra, é criar uma arquitetura a partir do trem de força elétrico.

No caso da Varg, o mais notável é o quadro utilizando o motor elétrico como componente estrutural. O resultado é um chassi compacto, leve e com baixo centro de gravidade. Ademais, a rigidez torcional, nos diferentes eixos, propõem-se como ideal.

Na teoria, tudo perfeito. E na prática? Apesar de toda a precisão, nem sempre a engenharia se traduz em veículos perfeitos no mundo real. Assim, para conhecer um pouco mais da Varg na pista vale saber as opiniões de vozes gabaritadas que já pilotaram a moto, o Diretor de Testes, Sebastien Tortelli, e o embaixador da marca, Josh Hill.

Tortelli conquistou os títulos no Mundial e Motocross nas categorias 125 (1996) e 250 (1998). E acumula temporadas no AMA Motocross. Nas palavras do francês, a Varg é:

“Uma verdadeira moto cross. Precisei aprender sobre a entrega de potência do motor elétrico. E fiquei surpreso o quão rápido me adaptei, e quão divertido é pilotar. Já a desenvolvemos bastante. O chassi é equilibrado e ágil. O baixo peso significa que você pode mudar rapidamente de direção, com facilidade, e atacar saltos e seções de ritmo. Me senti incrível na pista, posso correr com essa moto. E é o que miro. É uma experiência incrível pilotar em silêncio. Você pode escutar o modo como a moto ganha tração, o impacto das pedras e saltos. É uma sensação incrível”.

Além de várias vitórias no circuito AMA, Josh Hill é um dos pilotos mais experimentados no motocross elétrico por conta da sua experiência com a Alta Motors, e Hill resume a Varg da seguinte forma:

“Antes de tudo, a Stark Varg é uma das motos mais bonitas que já vi. E provavelmente é a moto com potência mais responsiva. Os designers fizeram trabalho incrível com o chassi e ergonomia. Há muito pouco para se ajustar. E também adorei o conceito um tamanho único que ajusta a todos”, descreve Hill.

Por “tamanho único que se ajusta a todos”, Hill refere-se as 100 configurações disponíveis para entrega de potência. Que pode mimetizar desde uma 125 cc dois tempos até uma 650 cc quatro tempos. Claro, com curvas de potência mais lineares graças à engenharia do motor elétrico.

Visão Zev.News

As versões pilotadas por Tortelli e Hill ainda não são as finais. E, obviamente, por seus papéis é esperado entusiasmo nos relatos. Porém, ao observar os modelos na pista nota-se que a Varg é uma genuína moto cross – certos comportamentos dinâmicos são impossíveis de disfarçar.

Atributos dinâmicos à parte, chama a atenção a experiência de pilotagem relatada por Tortelli. Mais do que prazer, o ronco do motor é referência de pilotagem. Sobretudo numa modalidade a motor sem marcadores, como, por exemplo conta-giros – a Varg desenvolveu um aplicativo com vários indicadores, mas isso é tema para uma próxima matéria. E Tortelli aponta as novas referências ressaltadas pelo relativo silêncio da propulsão elétrica, como notar o ganho de tração, impacto dos saltos e rochas. Até então, sobrepujados pelo som do motor a combustão.

Ainda é cedo para afirmar. Porém, talvez, o relato de Tortelli sinalize um motocross no qual os pilotos terão novas referências de pilotagem. Que se torna plausível ao considerar que num futuro nem tão distante, provavelmente, haverá uma geração que escalará às categorias principais sem pilotar uma moto a combustão.

A previsão da Stark Future é entregar as primeiras unidades da Varg no primeiro semestre de 2022. O preço: 11.900 Euros.

Stark Future Varg
Autonomia Até 6 horas de pilotagem
Recarga Total em 2 horas
Potência 80 cavalos
Conjunto de baterias 6 kWh
Peso 100 kg
Suspensões 310 mm de curso dianteira/traseira KYB
Preço 11.900 Euros

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