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Com menos de 1 mil carros produzidos, por que Rivian construirá uma segunda fábrica?

Construção da nova fábrica começará no próximo ano, com previsão para início de operação em 2024

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Georgia foi escolhida para a segunda fábrica por conta da combinação entre sustentabilidade dos local às operações, mão de obra e aspectos logísticos – Foto: Divulgação Rivian

Rivian anunciou uma segunda fábrica nos EUA, localizada no estado da Georgia, entre as cidades de Morgan e Walton. A previsão para início da construção é 2022, com produção em 2024, num investimento de US$ 5 bilhões entre desenvolvimento do local e construção. A capacidade máxima prevista é fabricar 400 mil veículos por ano.

Atualmente Rivian possui uma fábrica (também em expansão) na cidade de Normal, Illinois, com capacidade para produzir 150 mil veículos por ano. Segundo Rivian, a escolha da região da Georgia para a segunda fábrica se deu pela combinação entre sustentabilidade das operações, mão de obra qualificada, e proximidade a fornecedores e fatores logísticos.

O anúncio da segunda fábrica marca a aceleração das operações da Rivian, elevada ao status de startup de veículos elétricos com maior valor de mercado após a abertura de capital – pico acima dos US$ 100 bilhões, que injetou $13.7 bilhões na operação.

Mas até agora, efetivamente, o que Rivian entregou?

Até 15 de dezembro, 386 veículos, de 652 produzidos. Que geraram US$ 1 milhão em receita à operação, que até o terceiro trimestre de 2021 acumulou perdas de US$ 2.2 bilhões.

Apesar do (esperado) descompasso inicial entre a colossal queima de capital e geração de receita, o futuro ainda mostra-se promissor a Rivian.

Produtos certo, no mercado certo

Conforme já destacamos em matérias anteriores, no principal mercado para Rivian (EUA) há anos os carros mais vendidos não efetivamente carros, mas caminhonetes e SUVs. Tipos de veículos especialidade da startup.

E ao que parece Rivian acertou a mão no conceito da caminhonete R1T e do SUV R1S: futuristas suficientes para superar os concorrentes elétricos das montadoras tradicionais, mas sem a radicalidade da Cybertruck. Que pode encontrar dificuldades para conquistar clientes fora da legião de aficionados pela Tesla.

Indicador positivo da aceitação do conceito Rivian é o volume de reservas feito por clientes: 71 mil veículos da linha R1 até 15 de dezembro. Que somados às 100 mil vans encomendadas por Amazon (uma das principais investidoras na Rivian) projeta volume para os próximos justificável à segunda planta.

Desde a apresentação da proposta e dos primeiros veículos, Rivian despontou como uma das startups de veículos elétricos mais promissoras. Perspectiva validada pelas diversas rodadas bilionárias de investimentos, com participações maciças de Amazon e Ford.

Sim, Rivian ainda é extremamente promissora. Entre as startups ocidentais de veículos elétricos mostra-se numa posição destacada pelos produtos e tempo de chegada ao mercado. Todavia, atrasos nas entregas e outras questões ajudaram a trazer à percepção sobre o futuro dos negócios cifra (ligeiramente) mais próxima à realidade: o valor de mercado despencou dos mais de US$ 100 bilhões para a faixa dos US$ 86 bilhões. - ainda assim a startup de carros elétricos mais valiosa à frente da Lucid Air (62 bilhões).

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