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Estratégia: Bollinger pivota dos modelos fora de estrada elétricos para veículos comerciais

Startup americana anunciou suspensão no desenvolvimento da linha B para concentrar-se nos comerciais leves e médios

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Bollinger projetou os elétricos B1 (jipe) e B2 (caminhonete) com objetivo ousado: construir os melhores veículos fora de estrada já feitos – Foto: Divulgação Bollinger

Pivotar é verbo comum no léxico das startups. Basicamente, significa ajustar a estratégia para encaixar produto ou serviço ao mercado. E a expressão entra na esfera automotiva conforme startups de veículos elétricos zarpam com seus projetos.

Exemplo é o pivô estratégico de Bollinger Motors. A startup anunciou este mês o adiamento no desenvolvimento dos modelos fora de estrada (linha B) para concentra-se nos veículos comerciais.

Fundada em 2015 por Robert Bollinger, CEO da startup, a proposta original era desenvolver os melhores veículos fora de estrada. O visual rústico característico dos modelos com vocação para trilhas fundia-se à propulsão elétrica e à acabamento esmerado.

Aliado à alegada super-resistência para encarar trajetos longe do asfalto estão inovações práticas, propiciadas pelo advento do trem de força elétrico. Por exemplo, aberturas dianteiras e traseiras possibilitando o transporte de itens longos pela extensão longitudinal dos carros.

Realidade do mercado

Diferente de outras startups com propostas sustentadas no éter das projeções digitais, Bollinger, efetivamente produziu protótipos guiáveis. Todavia, protótipos distam da realidade operacional. Mesmo a volumes reduzidos, os desafios são muitos: demanda suficiente por clientes, gestão financeira eficiente para queimar capital nos primeiros anos, e habilidade para assegurar disponibilidade de componentes por fornecedores.

Apesar do entusiasmo da mídia e suposta qualidade dos Bollinger, a realidade forçou a startup a adiar repetidamente o lançamento dos primeiros B1 (jipe) e B2 (caminhonete). Originalmente o cronograma era 2020, depois, 2022. Agora, indefinido.

Enquanto postergava datas, Bollinger apresentava conceitos, produtos e tecnologias para o segmento comercial. Sinalizando o futuro movimento. Tecnicamente, a arquitetura robusta da linha B adequa-se com relativa facilidade às necessidades de veículos comerciais leves e médios (entre 6 e 11 toneladas). Segmentos na alça de mira de Bollinger Motors.

Eletrificação comercial

Por isso o pivô dos fora de estrada para o segmento comercial não choca. É evidente: há mais empresas dispostas a comprar e operacionalizar veículos comerciais elétricos do que entusiastas a desembolsarem mais de uma centena de milhar de dólares – aproximadamente US$ 120 mil – por um fora de estrada elétrico exótico.

Todavia, Bollinger Motors esquivou-se de utilizar a palavra cancelamento para o futuro da linha B. Repetiu o termo, adiamento. Embora sem revelar o número de reservas até a tomada de decisão, Bollinger informou que devolverá aos clientes os US$ 1 mil pagos como sinal de reserva.

O cronograma para lançamento de veículos e produtos para veículos comerciais não foi revelado.

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