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Como as motos elétricas podem tornar a pilotagem do motocross mais rápida?

Referenciais até então imperceptíveis e cognição centrada em aspectos fundamentais da pilotagem prometem novos paradigmas na tocada motocross

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Potência elevada e melhor transmissibilidade ao solo figuram como pontos fortes dos motores elétricos - Foto: Divulgação Stark Future

A apresentação da Stark Varg redirecionou o foco da propulsão elétrica para o motocross. Após o fim da Alta Motors, a Stark Future emergiu como a próxima revolução do motocross. E a reboque reergueu a questão: os modelos elétricos serão mais rápidos dos que os a combustão?

No caso da Varg um dos principais indicadores para essa possibilidade é a potência: Stark promete gerar 80 cavalos no motor da Varg – as 450 a combustão atuais entregam aproximadamente 55 cavalos na roda.

Mas potência é apenas uma das variáveis para velocidade nas pistas. Baixar os tempos de volta implica transmitir eficientemente a potência ao solo. Algo desafiador dada a intrínseca pouca aderência dos traçados motocross. E ponto forte dos motores elétricos.

Na evolução dos motores 2 tempos para 4 tempos no motocross, eletrônica, faixas mais amplas e lineares de potência resultaram em maiores velocidades nas pistas. Em suma, a potência tornou-se mais utilizável e transmissível ao traçado. E se os motores 4 tempos melhoraram tais atributos, os elétricos os elevam a patamares consideravelmente superiores.

Além dos números de torque, potência, e da eficiência em como são colocados no chão, a redução de ruídos e vibrações abre espaço para novos referenciais de pilotagem.

Novos referenciais

Sem ronco e vibração dos motores a combustão, é possível escutar e sentir com mais acuidade a aderência dos pneus à pista. O comportamento da moto torna-se mais previsível. Especialmente a roda dianteira, reduzindo as chances das temidas escapas súbitas. Cria-se maior gradação na percepção dos deslizamentos.

Mais foco e sensibilidade

Ao dispensar o câmbio graças ao trem de força elétrico, o manete de embreagem pode acionar do freio traseiro. O artifício viabiliza frenagens mais precisas. Afinal, a sensibilidade da mão é superior ao pé. Ainda mais quando calçado numa espessa bota para motocross.

Para completar, a ausência das trocas de marchas ainda alivia a carga cognitiva. Pilotar é ato de absoluta concentração, com diversas ações e reações simultâneas. Sem as trocas de marchas, libera-se a atenção para outros aspectos da pilotagem.

Aos pouco familiares ao motocross, em razão da ausência de instrumentos, a marcha engrenada também torna-se referencial. Seja para estimar o ritmo de entrada num salto ou percorrer certo trecho da pista. Enquanto orienta, eventualmente, o referencial da marcha pode restringir. Ao retirar as trocas, cresce o foco na percepção da velocidade. E as chances de expandir limites.

O ronco do motor também funciona como referencial. Porém, cabe lembrar: ronco, vibração, câmbio e embreagem são subprodutos e necessidades dos motores a combustão. Não recursos pensados para os pilotos. Pela série de fatores listados, conforme se desenvolvem técnicas de pilotagem para a propulsão elétrica, a tendência é que a própria evolução da tocada combine-se à performance das motos no ganho de performance.

Para quem já experimentou as motos elétricas nas pistas de motocross, trata-se de uma transição sem grandes fricções. Essencialmente, livrar-se de hábitos e da memória muscular criada por anos de pilotagem. Para as gerações futuras, sequer será uma questão.

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