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RGNT inspira-se nas clássicas de 1950 para criar motos elétricas Premium

Proposta da empresa sueca são modelos com design atemporal para conquistar nicho de aficionados por motos

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Elegância esportiva atemporal, esta é a proposta da RGNT inspirada nos modelos clássicos da década de 1950 – Foto: Divulgação RGNT Motorcycles

As letras RGNT podem induzir à ideia das iniciais dos fundadores da empresa, ou algo parecido. Porém, ao pronunciar as letras, soa a palavra em inglês “Regent”. Na tradução livre, “figura importante, responsável por comandar governo ou estado”.

A explicação parece preciosismo, mas é ponto de partida para entender o conceito da RGNT: mesclar o status da elegância estilística das motos clássicas da década de 1950 à propulsão elétrica e tecnologias avançadas.

A sueca RGNT surgiu em 2018, fundada por Jonathan Astrom. Com estopim inusitado: pequenos scooters elétricos. Astrom estava em Pequim quando presenciou diversas motonetas transitando pela metrópole chinesa sem ruídos nem emissões.

Ainda na China Astrom visualizou: num cenário para transição elétrica, havia espaço para evoluir aquele conceito para as motos Premium.

Elétricas Artesanais

As RGNT são construídas artesanalmente numa instalação enxuta, localizada na cidade de Kungsbacka, Suécia. Duas versões estão disponíveis: Classic e Scrambler – com alguma disposição fora de estrada.

A elegância da RGNT estende-se à escolha dos componentes “de grife”: suspensões Paioli, freios J.Juan, aros Excel e pneus Avon. E os 120 km/h de velocidade máxima proporcionados pelos cavalos 15 cavalos (11 kW) antecipam:

Apesar visual clássico esportivo, as RGNT não têm vocação performática. O conceito é desfrutar o prazer ao guidão numa moto silenciosa, sem vibrações e de resposta precisa da roda traseira ao giro do acelerador.

Prazeres à parte, ao considerar preço – 15 mil Euros – e a espera de até 5 meses para receber um modelo, fica evidente que RGNT atende à nicho específico. Parte do qual é possível imaginar aficionados por motos afeitos à inovação. Tese confirmada à Zev.News pelo gerente de marketing da RGNT, Gideon Schipaanboord, que acrescenta característica ao grupo: pessoas buscando locomoção diária prática. O que ganha sentido ao considerar quão disseminados estão os veículos elétricos na Escandinávia.

Até o momento a RGNT entregou 200 unidades. E sem definir data, estima para futuro breve 1 mil unidades entregues. Volume modesto diante dos números massificados da indústria. Todavia, cabe reiterar: a proposta de RGNT difere de startups de carros elétricos ambicionando protagonismo no futuro mercado global da mobilidade. A empresa tem alvo claro: aficionados por motos.

Mas nicho difere de mercado irrisório. A proposta de atendê-lo mostrou-se financeiramente promissora, ao ponto de atrair o banco de investimentos Artic Securties, que em 2021 aportou R$ 28 milhões na empresa. E cativou o bilionário fundador da Evolution Games, Richard Hadida, que justificou o investimento (valor não revelado) na RGNT pelo “crescimento explosivo por qual passa este segmento das motocicletas”.

O caixa possibilitou a expansão das vendas pela Europa e a chegada aos Estados Unidos. Assim como o lançamento da versão 2.0 – mais potente (29 cavalos) e com mais capacidade no conjunto de baterias (9.5 kWh) e autonomia de 125 km.

RGNT - Classic e Scrambler
Potência 15 cavalos (11 kW)
Conjunto de baterias 7.7 kWh (60 kg)
Recarga 3.5 horas (de 20% para 80% conectado à tomada doméstica)
Autonomia 120 Km
Velocidade Máxima 120 km/h
Peso 155 kg (Classic) - 156 kg (Scrambler)

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